terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Dicas literárias lumbring

Não faz muito tempo eu prometi que talvez decidisse começar essa série de posts. Aqui estou.
-é uma série de posts?
-é.
-vai ser continuada?
-aquela história, machadinho, aquela história...

Muito bem.Posso continuar?
Posso.

Começando por esse livro aqui:

Walden 2. Walden Two.

O Skinner é um, na verdade é"o", psicólogo comportamentalista. O que isso significa? Que ele afirma e prova através de experimentos que o serumano pode ter o seu comportamento moldado pelo ambiente. Que que isso significa: Seria o livre arbítrio uma lendâm?Estariamos sendo manipulados no dia-a-dia de alguma forma obscurâm? Serám? Isso é possívelm?

Bom, como eu avisei, Skinner era um psicólogo.Então esse livro é curioso pra quem se interessa pelos questionamentos que eu citei e talicoisa. Tô falando pusquê se você quiser um livro macio e divertido, gostoso de ler, talvez esse não seja o que você procura.

Neste livro é descrita uma sociedade onde tudo é otimizado (adouro essa palavra), tudo é voltado para o funcional. Ponte "estilingão-crackhouse" estaiada? Nah. Rio poluído pra ser despoluído? Tsc,Tsc. Não no mundo do Skinner.

As bandejas foram projetadas para pessoas ou para malabaristas? Pois as bandejas do skinner foram projetadas para pessoas. Sim, bandeja. Tipo bandeja de garçom mesmo.

Eu não li esse livro até o fim, confesso. Mas a idéia me é atraente, acho inspiradora. Confesso. Apesar de acreditar muito no amigão Fróidi, flerto com interesse por essas bolas que o Skinner canta em Walden 2.

Porém, teoria por teoria, existe alguém que manda muito bem e é bem mais admirável que um cara que fica dando choques em ratos denduma caixa...

A parte dois das dicas literárias de hoje fica por conta de:

O Nishto.Famoouso Nishto.

Bom... Atualmente é meu livrinho de cabeceira. Eu tinha começado a ler o Ecce Homo no ano passado, quando comecei a frequentar a salinha do Fróidi, concomitante e ao mesmo tempo, junto e um pouco misturado. Aí a dona do livro, vulgo "minha irmã", sequestrou-o de volta. Semana passada adquiri a edição da foto, da l&pm pocket e recomecei do zero. Vale a pena pela foto do amigo na capa: cabelinho caprichado, bigode estilo "o tufo esconde minha boca", olhos vidrados e interessados e a zorebinha que parece não ter sido feita pra ouvir muita coisa.

O Ecce Homo é uma autobiografia do Nietzsche. Pra quem não sabe é um filósofo que simplesmente prova por A + B que igreja, deus, moral etc's etc's é tudo balela. Ele é o filósofo mais admirado, um dos mais importante, o mais fodão...anfãm.

O que esse livro tem de especial?
Porque afinal de contas...o que esperar de uma autobiografia do nietzsche?
Bem...o que eu mais admiro nesse livro é a forma como ele escreve e deduz e indica e descreve e nos apresenta as certezas dele. Frases intermináveis cheias de sentido dentro, por dentro, ao longo e ao término, referentes aos conteúdos das outras frases anteriores, que em si mesmas vão descrevendo quem é o sujeito, o tal do Nishto.

Esse cara ficou louco e o Ecce Homo-de como a gente se torna o que a gente é (não é um título maravilhoso?) foi escrito pouco antes dele pirar. Nessa edição da L&PM o editor aponta em alguns trechos umas manifestações da tal insânia.

ao mesmo tempo é um livro poético e bonito, como não poderia deixar de ser a autobiografia do sujeito do cabelinho repuxado e bigode vistoso que colocou os seguintes nomes nos capítulos do livro: 1-Por que sou tão sábio. 2-Porque sou tão inteligente. 3-Por que escrevo livros tão bons. e por aí vai...

não é demais?

é, e é gostoso de ler...por isso ta na minha cabeceira e eu recomendjo.


Porroje é só pessoal, volto outro dia pra recomendar outros livros dos quais eu tenha algo a dizer.
Um beijo na cabeça, um carinho na omoplata.

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