sábado, 12 de dezembro de 2009

Aqui estou mais um dia...

Oi, pessoal.
estou aqui para contar-lhes que vosso vice-presidente quase foi atacado por marginais durante o fim de semana. Não fosse a minha lábia (clique no lincciência) e sensibilidade, não sei que tipo de tragédia poderia ter acontecido.

Eu disse vice-presidente? Aham. Pacheco foi namorar (clique no linkomédia) e perdeu lugar. Smoka vanishou-se em um véu (de novo) de incertezas bloguísticas. Coube a mim sentar no troninho desse cargo onde prometo fazer jus à responsa, e não caca.

Vamos aos fatos!

Eu estava passeando pela região da lapa na sexta-feira à noitch, mais precisamente ali no terminal de coletivos que existe na região. Procede?
Afirmativo.
Então...Aí né...eu tava no terminal e queria descobrir onde ficava a rua que eu tava procurando.Eu já estava com pressa e fui tentar descobrir o que havia do outro lado do terminal, pra não ter que fazer a volta naquela maravilha arquitetônica, sacumé?
O que foi que eu fiz, então?
Adentrei o espaço público através da saída, pela porta dos fundos. Muito irônica e simbólica essa frase, vocês hão (hão?) de concordar comigo ao final da aventura.

Mal sabia que ali era o local de escoamento dos ônibus, por onde eles vão embora, do terminal para fora. anfãm. Fui andando e meu andar foi interrompido por um cidadão: -ei! a entrada é por outro lado!
Fingi que não ouvi, mesmo após ter cogitado a possibilidade dele ter tentado chamar minha atenção mais de uma vez.
Ué, eu não queria pegar ônibus, de qualquer forma!Essa informação de nada me acrescentava.Procede?Então continuei andando.
-ei! porra! ei, volta aqui!
-eu tô indo atravessar a estação só!
-tem câmera ali! pode voltar, vai dar a volta!
-amigô, e daí que tem câmera, vc me dá licensa que eu vou atravessar o terminal.
E fui andando de novo.
-Volta aqui! Ô seu cu!

*(pausa para entender o linkomédia)
*

Nunca haviam me chamado de cu. Confesso, ruborizei! Mentchira.

O cara começou a vir pra cima de mim exibindo uma linguagem corporal nada amigável e eu tentava entender o que se passava dentro daquele bonezinho.Foi quando um outro cidadão embonezado, mais jovem e mais barrigudo e atarracado resolveu "intervir", leia-se : apoiar o sr. de boné na abordagem opressora de manter-se ao redor dum outro cidadão, no melhor estilo dois -plus- dois cassetetes, contra um só e ameaçador e possível contraventor tatuado.

Eu churo! me senti na ditadura militar e mal pude acreditar na cena. (ó o linkomédia aí de novo)

Ainda bem que esse outro mais atarracado estava calmo e resolveu me ouvir enquanto o primeiro ainda relatava:
-Tá querendo entrar pela saída! Falei pra parar e você continuou andando! Tá me tirando!
-Eu não tô tirando ninguém! A única coisa que eu fiz foi andar naquela direção pra atravessar o terminal! E esse cara vem me chamando de cu!E tá gritando até agora! Quem ta faltando com respeito?
-Eu nem falo mais com você!
-É bom você não falar mesmo, porque eu é que não tou falando com você!

é, eu tava explicando pro atarracado.

Percebi que transportei o sr. guardinha de volta ao mundo real, onde ele é maizomeno um cidadão ingual a mim. Porque deixei bem claro, nas entrelinhas, que não reconhecia nenhuma autoridade debaixo do boné. E muito menos NO boné.Correto? E o que ele pensava ser um desrespeito, uma afronta à sua autoridade, era mágoazinha de gente que faz, gente como ele, que havia sido injustamente xingado, gritado e acuado, ameaçado.

ó: longe de mim querer distibuir cartilha de partido comunista pra galere, mas a verdade é que essa nunca foi realmente minha intenção. Nesse confronto de mundos, cagar e andar pra fardinha do cidadão e toda sua autoridade bonezal me fez feliz.

- eu só queria andar naquela direção e esse cara começou a gritar. Amigo, eu não fiz nada, eu tava andando pacificamente e é isso que eu vou continuar fazendo, vou andar naquela direção e vou embora.

E apontei pro caminho de onde eu tinha vindo, encoberto pela pose pedante do mais atarracadinho.



Vocês entenderam o que aconteceu, meus amores? amigos, camaradas?
A marginália corrompe e transforma a convivência de colegas em inimigos, sob a forma do poder e da autoridade.

Quer dizer...
bastaria ele ter falado:
-Você vai pegar ônibus? Tem que pagar pra entrar no terminal.

Conforme eu observei depois.

E durante o meu descanso pós noitada fiquei na cama pensando:
-cu? por que é que alguém xinga o outro de...cu? Será porque eu fui tentando entrar me esgueirando? Hmm...ou porque um cu às vezes é difícil de abordar?Faz mais sentido...

Não quero entrar numa conversa freudiana, mas se teve alguém que parecia estar com o cu na mão esse alguém era o do bonezinho.O cu dele.

O meu ninguém corrompe!

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