gente, pra quem não me conhece, permita-me apresentar-me.
quem me conhece, hão de concordar:
chamam-me de amargo!
tentam me ajudar, dizendo:
-você está amargo! cadê seu bom humor??!
e eu deveria, claro, dizer:
-ré ré ré! tens razones! ho ho! estou amargo! que besteira a minha, né não? Pois agora que me fizeste este elogio, estou feliz! Porque você foi irônico, né verdade?
pois, na verdade, eu digo: o amargor faz parte!
é pontual e é estrutural, lamento informar.
àqueles que duvidam da sabedoria machadiana, eu revelo: eis um rapaz que sabe das coisas, quando diz sobre o amargor. Aquele amargor que vem do fundo da alma e transborda na face ao dia-a-dia: É PONTUAL, MAS NÃO É, PORQUE É ES-TRU-TU-RAL.
sabendo disso, pra quem ainda é indigesto, fica a receita
Jiló Ao Forno:
- 6 Jilós
- Cebola
- Alho
- Tomate
- Manteiga
- Sal
- 1 ovo
- Queijo parmesão
Modo de Preparo:
- Corte o jiló em rodelas
- Refogue a manteiga, cebola, alho, tomate, sal
- depois de refogado acresente o ovo e misture
- Depois untar uma forma refratária com manteiga, espalhe a metade da mistura e polvilhe o queijo
- Depois coloque a outra metade e polvilhe
- Leve ao forno para gratinar
é uma arte, a arte da reflexão acerca do amargor:
veja bem:
o chocolate que você come, é ao leite.
o meu amargo, é meio chocolate.
você fica amargurado.
eu chamo isso de cara de paisagem.
você sente um sabor amargo ao regurgitar.
eu sinto o vomitar como um momento sublime, e o realizo num ato de vaidade.





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