quinta-feira, 29 de julho de 2010

jiló, eu.
eu, jiló.


gente, pra quem não me conhece, permita-me apresentar-me.
quem me conhece, hão de concordar:

chamam-me de amargo!

tentam me ajudar, dizendo:
-você está amargo! cadê seu bom humor??!

e eu deveria, claro, dizer:
-ré ré ré! tens razones! ho ho! estou amargo! que besteira a minha, né não? Pois agora que me fizeste este elogio, estou feliz! Porque você foi irônico, né verdade?

pois, na verdade, eu digo: o amargor faz parte!
é pontual e é estrutural, lamento informar.

àqueles que duvidam da sabedoria machadiana, eu revelo: eis um rapaz que sabe das coisas, quando diz sobre o amargor. Aquele amargor que vem do fundo da alma e transborda na face ao dia-a-dia: É PONTUAL, MAS NÃO É, PORQUE É ES-TRU-TU-RAL.

sabendo disso, pra quem ainda é indigesto, fica a receita

Jiló Ao Forno:
  • 6 Jilós
  • Cebola
  • Alho
  • Tomate
  • Manteiga
  • Sal
  • 1 ovo
  • Queijo parmesão


Modo de Preparo:

  1. Corte o jiló em rodelas
  2. Refogue a manteiga, cebola, alho, tomate, sal
  3. depois de refogado acresente o ovo e misture
  4. Depois untar uma forma refratária com manteiga, espalhe a metade da mistura e polvilhe o queijo
  5. Depois coloque a outra metade e polvilhe
  6. Leve ao forno para gratinar




é uma arte, a arte da reflexão acerca do amargor:
veja bem:

o chocolate que você come, é ao leite.
o meu amargo, é meio chocolate.

você fica amargurado.
eu chamo isso de cara de paisagem.

você sente um sabor amargo ao regurgitar.
eu sinto o vomitar como um momento sublime, e o realizo num ato de vaidade.



puxa vida, mas você está usando chapéu, hein?



nossa, mas como você está sem calças, hein


-mas você está careca, hãn?
-é, digamos que estou a par
.


-mas fique sabendo que eu te amo, aqui, come uma paçoquinha.

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