domingo, 28 de março de 2010

remediado estar

Desde a minha mais tenra infância que consumo os mais diversos medicamentos.
Sortidos, coloridos, em todas as formas e as mais diversas apresentações. Pra tudo quanto é tipo de aflição.
Falar de AAS infantil é como falar de jujubas.
oi

Porque, além de vermelhinho, é/era o melhor. Eita remedinho gostoso! Era o azedinho doce preferido de dez entre dez ultrajovens com um apetite por químicos. Olha essa embalagem! Dava até pra comer no cinema.


É claro, nem tudo que descia minha pequenina guelinha abaixo tinha um saborzinho especial. Tome como exemplo, a Leiba. Ou melhor, evite tomá-las.

-cuti cuti, cocô mole? toma uma leibinha, toma?!


Tá com disenteria? Toma um "flaconete" de leiba!
Eu mesmo já fazia o diagnóstico ao sair do banheiro e já sabia também como proceder.
Bom, sinceramente, seria impossível dissociar uma coisa da outra. Puta nome esquisito: Leiba! E era a própria caganeira, perdão, em tubinhos. Marrom e com um gosto indigesto. Era um liquidinho que vinha numa embalagem igual dessas catuabas que hoje em dia são vendidas dentro de...flaconetes.
Agora ta rolando esse tipo de propaganda aí em cima, pra tentar melhorar a imagem do produto. Não adianta, nunca comprarei Leiba na minha vida.


Tinha um xarope pra tosse que eu também tomava e era muito gostoso. Também era rosinha.
Mas não era tipo um vick da vida.
Outro dia tomei um vick e pelamordedeus!
Não se fazem mais xaropes como antigamente.

Tinha a vertente do meu pai, que queria curar tudo com alimentação: suco de agrião, favos de mel cristalizado vindo dum apiário num sei daonde, arroz integral, gengibre, própolis, mel com guaco, mel com alho, mel com alface, mel com xicória etc etc...um banho de mar também curava qualquer coisa, lembro-me desta recomendação.

E tinha a vertente da minha mãe: Bufferin na gaveta, compressa quente pra curar dor de ouvido, as Leibas e os Bufferin também dentro da bolsa.




Bom, é mairromeno isso que tem por enquanto.
logo menos eu conto pra vocês o resto da minha vida em farmácias.
aguardem cenas dos próximos capítulos:

-o primeiro anti-psicótico a gente nunca esquece
-valium: é impossível comer um só


e muito mais.

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